segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Os rituais são hinos à Mãe Natura, são como uma representação teatral, simbólica da própria Natureza.
Um conferencista maçom disse o seguinte: - “O ritual maçônico não é uma cerimônia, mas uma vida que pode ser vivida”. E nós diremos: - O ritual R.C. não é simplesmente uma cerimônia e sim uma vida que deve ser vivida pelo verselodadeiro discípulo. Com a realização em nossas vidas do ritual, certamente, abrir-se-ão as portas secretas que conduzem o neófito, que busca a verdade, ao interior do templo iniciático, ainda mais, diante da Cruz e do Santo Graal.
O credo não é uma imposição da doutrina R.C, nem tão pouco uma crença a que todos são obrigados a submeter-se pela simples razão de que outros acreditam. Bem o salientou o M. Huiracocha esta observação, ao publicar o credo, na Revista (Gnose), e disse que nos centros ou lojas não seria conveniente incluir, na repetição deste credo, pessoas que se oponham a ele. Naturalmente, os Mestres têm o dever de interpretar o credo a seu modo, segundo os ditames do seu EGO. Agora, entraremos no assunto de que nos vamos ocupar:
Credo é um conjunto de palavras por meio das quais uma pessoa expressa a sua crença em determinada coisa. Crer é ter fé em uma coisa e a fé é uma virtude que nos permite acreditar nas virtudes de uma coisa ou de um assunto. O credo é a expressão do EGO por meio de palavras, e estas são o revestimento que o Eu dá as suas idéias afim de expressá-las no mundo físico. A fé do Estudante R.C. tem por base a percepção íntima da verdade.
Todas as religiões têm o seu credo. A religião judaica, baseada na Bíblia, crê em um Deus invisível, Todo Poderoso, etc. A Igreja Católica temo seu credo que diz:
“Creio em Deus Pai, Todo Poderoso, Criador do céu e da terra’, etc... Os maometanos também têm sua crença especial: - “Só há um Deus e Maomé é o seu profeta”. O budismo crê na felicidade inefável do Nirvana e nas quatro verdades excelentes que são a dor, a produção, a cessação e o caminho. Enfim, todas as religiões têm a sua crença fundamental, ou seja, o que constitui o seu credo.
O credo R.C. tem em cada frase um significado oculto; cada palavra simboliza uma verdade que, à primeira vista, está oculta.
Agora analisemos o Eu Imortal e o seu credo. O Eu é a essência de tudo que pode existir no Homem. O Eu não se confunde com o físico, o astral ou o mental, é o homem espiritual, é o espírito puro que, depois de passar pelos diversos planos superiores ao nosso, volta a tomar outro corpo, quer dizer, a reencarnar e a seguir o seu curso de mortes e renascimentos, através da grande cadeia de vidas sucessivas, até cumprir o plano de Deus e chegar a reunir-se ao Grande Todo.
É pois, a crença deste Eu o que expressamos em nosso credo. Eu creio, interpretam os R.C., como vivi em mim mesmo ou, como disse o Mestre Jesus. - ‘Eu vivi em meu interior, em meu EGO Divino.”
Todos somos filhos da Natureza, a escola onde aprendemos os mais valiosos ensinamentos, é ela que nos empresta todo o material para as nossas experiências e, finalmente, nos dá o corpo, um veículo perfeito de que nos utilizamos neste ciclo de evolução.
A.J. Trewhella

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