quarta-feira, 3 de outubro de 2012
krumheller-001Paleo (antigo) e Epigrafia (ciência que se dedica ao estudo das inscrições e a sua interpretação).

Por essa razão, nos estudos que estamos realizando, não nos interessam somente as Runas ( sistema pré-histórico de escrita) mas, também os Litos ou Pedras com suas intricadas inscrições e os locais onde os mesmos se encontram. Na Espanha encontram-se dólmens, galerias, cavernas e também escavações, como por exemplo, a Cova do Cerro de los Santos com as suas gravações rupestres onde aparecem umas sacerdotisas nórdicas, que provam, de uma maneira irrefutável, que também a Espanha foi invadida por essa raça primitiva.

Nessa mesma cova, base do estudo e livro aberto para qualquer investigação do gênero, o mais interessante e mesmo o mais curioso que encontramos são certas ferraduras ou figuras determinadas que têm essa forma aproximada. Entretanto, o que mais desperta a atenção é que esses mesmos detalhes ou caracteres rúnicos se encontram igualmente no México - no México pré-histórico - onde existem aos milhares e aos quais se tem dado as mais disparatadas explicações. Teve Wirth que contrapor-se a todas essas afirmações e fazer compreender, que tudo aquilo não era mais que um ideograma, característico do movimento do Sol durante o inverno. Nesse particular, sabemos que o Sol, no seu movimento aparente durante o Verão forma um grande arco e outro menor no solstício do inverno, superpondo-se um arco ao outro, obtém-se uma espécie de ferradura labiríntica, a que acima nos referimos. Esses mesmos labirintos ou hieróglifos, são com efeito, ideogramas bem concretos do movimento solar, tal como o expressavam os antigos e todos primitivos, de procedência nórdica que alemães e escandinavos nos legaram em suas inscrições rupestres.

As inscrições que se encontram na Espanha e na América são idênticas às da Finlândia e outros países do norte da Europa, sendo, para nossa estranheza, também encontrados em Cuba e na Argentina. As religiões, posteriores se encarregaram de plagiar essas gravações labirínticas e nos recordamos, a propósito, das que se encontram na parede da Catedral de Chartres e na Colegiada de São Quitin e de muitas outras na Espanha, que os historiadores crêem tomadas de motivos egípcios, gregos ou romanos, quando não é assim. Estudos sobre a pré-história provaram que tudo isso nos vem da religião do Sol (base da religião Crística ou Cristã) que tiveram os povos primitivos. Ainda mais. O bastão ou báculo que serve de símbolo aos bispos, já foi utilizado pelos sacerdotes do Sol, e verificamos que aquele que serviu a Quetzascoatl não foi um báculo de pastor, como asseguram os católicos, mas um símbolo representativo do Poder, que já era conhecido nessa época, pois quando existiu esse Messias mexicano ainda não se conhecia o Cristianismo e muito menos com sua investidura católico-romano. Muitas vezes, essas figuras que mencionamos, simulando ferraduras, apresentam-se unidas às pinturas de aves. Para apreciarem devidamente o assunto recomendamos aos nossos leitores que leiam um resumo que traz a Enciclopédia Espasa, sobre o Cerro Colorado da Argentina, onde aparece uma figura tendo por cabeça esse arco, ferradura ou curva de báculo. Leopoldo Lugones, o grande estudante e grande poeta, que fez investigações nessa caverna, e a qualifica de pré-histórica, encontrou-se mais de cento e cinqüenta figuras do mesmo gênero, quase todas brancas, imitando guerreiros alados e alguns animais, entre eles, esse pássaro estranho que acabamos de descrever. Figuras iguais foram por nós vistas na Colômbia, Fagagativa e no México, onde elas existem em verdadeira profusão.

Conhecemos os labirintos da Grécia, sobretudo aquele que se relaciona com o Minotauro. Basta, para isso estudar as lendas, onde se adverte com toda a clareza, que esses caminhos intrincados não são mais, nem significam outra coisa, que descrições da marcha solar. Muito bem, o arco menor que descreve o Sol ao iniciar-se o inverno, é o A do Alfabeto Rúnico. É a runa A com que tudo começou no seu princípio e quando Cristo disse: “Eu sou o Alfa e o Ômega” (a primeira letra do alfabeto grego e a última), quis dizer que ele era o principio e o fim do ano solar. O mais curioso, entretanto, é que a última runa é representada por dois A unidos, pois é uma letra que simboliza o tempo. A primeira, ao contrário é a Odil ou Vida e a central é o Olin Mexicano ou movimento. Ela também representa o segredo da quadratura do círculo e nela está também encerrada a Magia das vogais IEOUA (Jeová) o anjo de nosso sistema terrestre, assim denominado pelos semitas.

Temos a certeza de que muitos de nossos leitores nos escreverão ao encontrarem essas mesmas inscrições a que nos referimos, já como partes de outras ou isoladamente e observarão que as runas tem a sua Cabala, sua magia especial, onde radica a chave misteriosa de todo o ocultismo.

Dr. Krumm-Heller Gnose janeiro 1937

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