quinta-feira, 15 de novembro de 2012

 Franz Hartmann A arte da Magia consiste em empregar alguns dos chamados agentes espirituais invisíveis para gerar resultados visíveis. Tais agentes não são necessariamente entidades invisíveis, que vagueiam pelo espaço, prontas a atender ao chamado de qualquer um que tenha aprendido certas fórmulas cerimoniais e encantamentos. Consistem sobretudo na força invisível, mas não menos poderosa, das emoções e da vontade, dos desejos e das paixões, do pensamento e da imaginação, do amor e do ódio, do medo e da esperança, da fé e da dúvida, etc.

São poderes pertinentes à chamada Alma, os quais são, até certa medida, empregados por todos diariamente, de forma consciente ou inconsciente, voluntária ou involuntária. Alguns não conseguem controlá-los, nem resistir à sua influência, e por conseguinte passam a ser controlados por eles. Convertem-se em instrumentos passivos: “médiuns” por meio dos quais esses poderes operam, e muitas vezes o fazem na condição de escravos sem vontade própria.

Outros conseguem controlar sua influência; adquirem autocontrole e, paulatinamente, com sua capacidade para guiar essas forças, convertem-se em Magos genuínos que poderão usar esses poderes para o bem ou para o mal. Vemos portanto que, salvo o caso das pessoas desajuizadas que não possuem domínio pleno das faculdades mentais, qualquer um que possua força de vontade pode fazer uso dela e destarte converter-se em Mago ativo; mago branco se empregá-la para o bem e mago negro se o fizer com propósitos malignos.

Muitos orientais, e algumas pessoas no Ocidente, realizam façanhas extraordinárias, geralmente qualificadas como Magia. Não se depreende disso que sejam Magos conscientes. O que se observa é apenas a presença de um poder atuando em seus organismos. É certamente um poder mágico, mas o suposto "Mago" pode ser apenas o instrumento por meio do qual outras forças inteligentes, mas invisíveis, operam sem que mesmo o suposto Mago saiba quem ou o que são.

Não podemos honestamente afirmar que possuímos a vida, pois a vida não nos pertence e, portanto, não temos como controlá-la ou monopolizá-la. Tudo o que podemos asseverar, sem arrogância e presunção, é que somos canais por meio dos quais a Vida Una se manifesta na forma de ser humano. Somos todos Médiuns nos quais a Vida Una atua.

Somente quando chegamos a conhecer nossa própria personalidade passamos a controlar o princípio vital em nós mesmos e nos transformamos em nossos próprios Mestres. Aquele que acredita possuir qualquer poder por si só, demonstra ser bastante ingênuo, pois todos os poderes que possui lhe são, na verdade, emprestados pela natureza, ou mais corretamente falando, pelo poder espiritual e eterno que age a partir do âmago da natureza, e que os homens denominam “Deus”, justamente por haver constatado ser Ele a fonte de todo o Bem, a Realidade Una no centro do Universo e de cada ser humano.

                                                                                                                               Franz Hartmann R+

1 comentários:

Luz*Beija-flor disse...

Obrigada!

Tradutor

Tecnologia do Blogger.

Seguir por E-mail

Seguidores