domingo, 19 de maio de 2013

01 - Mestre Krumm HellerNo Primeiro alvorecer do Mundo quando o primeiro dia, ao soar a hora culminante, o Logos se fez carne e brotou  como da entranha extática resplandecente no Paraclito o primeiro "Fiat". A palavra que a tudo precede.
O Alpha que tudo inicia... A Energia espermática que tudo encarna... E veio o amanhecer puríssimo da Primeira e Divina Língua e O VERBO DE DEUS"
Há um idioma, uma linguagem natural. Esta linguagem da natureza, eternamente viva e eternamente sonora, tem suas formas. Seus caracteres  indestrutíveis. Sua escritura de ouro, invariável.

Estas formas, estes caracteres, esta escritura, únicos e primordiais, não se pode encontrar sem conhecer a jóia raiz escondida da linguagem humana.
Que se entende, no sentido, humano, por linguagem e por escrita?

A causa-raiz, o amanhecer primordial da linguagem humana, não se encontra nem em sua organização, nem em sua estrutura, nem pela investigação do sábio. Se encontra n'Ele. Dentro d'Ele. Em sua intimidade mais recôndita. Na jóia encandecida.

Esta causa-raiz ou primordial é o Divino Sol de acontecimentos transcendentais.

Linguagem e escrita são os únicos meios para o cultivo da razão.
Todas as raças, todos os povos, todos os habitantes da terra, atingiram sua cultura pela linguagem, mas, nenhuma das linguagens do homem atingiu a perfeição.

A avaliação e o progresso da cultura em todos os povos estão em relação proporcional com sua escrita e sua linguagem.

A perfeição existente em todos os idiomas, em todas as línguas, arrasta nossa razão a aceitar a imprescindível existência de uma linguagem única, só, isolada, primordial, cristalina, de belas e puras tonalidades harmoniosas que, em todas suas expressões, em todos os seus vocábulos, seja justo e perfeito para todo sentido.

O desejo do homem de abarcar tudo por intermédio da linguagem de saber tudo aprendendo muitos idiomas, nos abriga a supor que existiu uma língua perfeita, infinita, radical e há indícios desta existência nos velhos pergaminhos empoeirados das tradições mais antigas.

Mas, este idioma, esta linguagem sensivelmente se perdeu e a mesma tradição isto nos diz em nossas investigações.

Todas as línguas antigas não são mais que derivações deste língua primordial e apesar de sua imperfeição de seus defeitos elas mesmas provam que são um eco talvez um arremedo distante da primitiva mãe-raiz.

Sendo a linguagem e a escrita os únicos meios de inteligência entre os humanos e a causa de toda obra, de cultura, é forçoso pensar que a Língua primordial ultrapassou a todos, quando por seus conhecimentos uma humanidade remota esteve acima da atual humanidade.

Este idioma primeiro foi uma linguagem plena de verdade, de força e de prístina pureza, de razão e de luz e seus caracteres, por justos, invariáveis.
Em toda obra da Natureza, por todas as Partes encontram-se estes invariáveis caracteres.

Esta linguagem de luz, essencial primordial, tinha diferentes ramos que continham o Divino. o Espiritual e o físico. Daí a linguagem de  luz, linguagem de espírito e linguagem natural. O nexo de união de todos estes ramos a um tronco comum, deu origem à linguagem primordial.

O primeiro homem necessariamente teve esta linguagem. Perdeu-a. Os Moabitas, o falavam.
As gerações sucessivas o perderam.

Mas a tradição, o laço de conexão dos Iniciados, tem feito com que o conserve com autorização da Hierarquia Branca, a Fraternidade Rosa-Cruz.
Os Iniciados antigos, também a conheciam.

Neste idioma inefável e absoluto recebeu Moisés as Tábuas da Lei.

Do Egito e sobretudo dos bosques germanos, quando os homens cantavam com o ritmo alegre que conduz as almas através dos sonhos, saia esta divina linguagem que foi considerada como idioma sagrado.

Todos os Iniciados conhecem este sagrado idioma A missão de todos os Iniciados é traçar, pouco a pouco, o caminho por onde volte a encontrar-se.
Sobre a reconquista desta suprema linguagem, está baseada toda iniciacão.
O homem aprende a falar com toda a legião de irmãos invisíveis e é como um rio de ouro, esta senda que conduz à santa quietude que se derrama na selva do Sol.

Os Apóstolos, a receberam como santa dádiva.

Os Rosa-Cruzes e todos os Iniciados da Fraternidade, o receberam do Espirito Divino e em seus vasos sagrados o conservam como místicos depositários.

A todos, se abre o caminho, a senda, a rota mágica para reconquistá-lo. A base está nas práticas dos Iniciados Rosa-Cruzes.

Nesta linguagem, se enraíza a conexão, o caminho e a comunicação dos mundos invisíveis.

Nesta linguagem e escrita de luz, está a síntese de todos os mistérios intelectuais e físicos.

É esta linguagem de Poder, O Poder dos Poderes. Os caminhos para alcançar esta linguagem de luz, são:

  1. Conhecimento de si mesmo
  2. Modéstia
  3. Oração
  4. Renúncia
  5. Templo
  6. Purificação
  7. Observação
  8. União

Dar esta linguagem a alguém tomá-lo possuidor da suprema dádiva, é Misericórdia dos Mestres e de Deus em nós. O Aleph deste idioma divino, é o Divino Logos, é Cristo.

Assim como o alento de nossa boca, pelo verbo físico, transporta um quadro material com o tipo de nossos pensamentos e sentimentos, suavemente, à alma de uma terceira pessoa, assim o alento o espírito divino do Todo Poderoso, o conseguiu através do Logos, como modelo de si mesmo, e produziu todo o existente.

Quando esse alento, saído do Logos divino, se volta a converter em nós em Verbo da suprema linguagem, então o Divino, o Espiritual e o que o físico, se unirá em uma linguagem dê luz e deste modo, o Iniciado estará de "posse da Palavra perdida de Hiram dos Maçons da Palavra de Luz, e de posse de todos os Poderes nos quais Cristo é o Todo no Todo.

                               Arnold Krumm Heller — Mestre Huiracocha

 

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