domingo, 19 de maio de 2013

01 - Mestre Krumm HellerUm sono secular, de silêncio impenetrável, passa através de todos os antigos Mistérios. O Verbo-Genesis, o Fiat espermático do primeiro e luminoso instante, jaz guardado no cofre hermético das idades e o divino Arcano, a chave mágica que abre a dourada porta, esconde-se sigilosa, atrás do duplo fundo da Arca da Aliança.

Fundo, grave e profundo, dir-se-ia, que é o silêncio do Santuário. Só a Voz de Deus  a voz inaudita  fala baixo, muito baixo ao eleito.


Mas a Fraternidade Rosa-Cruz, a guardiã dos sete caminhos florescidos, tem conservado integra a conexão tradicional com os verdadeiros Rituais, onde as arcaicas verdades míticas adquirem sua prístina pureza e se convertem em lábios de Iniciados, em Força e Sabedoria. Por isso a Fraternidade, celebra, de tempos em tempos, as mesmas cerimônias, idênticos ritos e os antigos Mistérios adormecidos, adquirem uma nova e candente florescência.

Onde se encontra o Verbo-Génesis, a palavra de Deus?

Silaba a silaba, nas profundidades da linguagem primitiva. Nesse idioma primordial de luz, sem o qual, a Mente careceria de um valioso tesouro ideográfico onde tivesse plasticamente, sublime e justa manifestação da Verdade.

Qual é esse idioma primordial de luz? Através das idades, foi revelado... É de comunicação divina.

Mas, a palavra toma-se muda e a voz cala em nossos dias.

É patrimônio só de Iniciados entrarem no Templo do saber gnóstico e conhecer esta magnífica linguagem. No entanto, é Calor, é Som, é Luz, está no Ser, é a própria substância do Gênesis. Seu Verbo a tudo precede. Antepõe-se a toda criação. Por isso os gregos, chamaram o homem Alma falante, quer dizer Encarnação do Verbo.

Sublime luz irradiam os Mistérios arcaicos. Interessantes, neste caso, são os de Éfeso, onde se venerava a Natureza sob a forma da deusa Ártemis. Era ali onde Cratiles, um dos Sacerdotes filósofos, dedicava-se a explicar a seus discípulos os mistérios da Linguagem e Platão, faz referencia em seus diálogos, a uma discussão entre este Sacerdote e o próprio Sócrates, na qual o primeiro dá a conhecer os movimentos da boca e a posição dos dentes, para pronunciar o D, o T, o O, o I e o R.

Todos os velhos ensinamentos dos Mistérios antigos coincidiam em que nossos alfabetos, são dimanações imperfeitas da primitiva Linguagem. Mas sendo esta Linguagem primitiva revelação imediata da Divindade, temos que reconhecer que uma Chispa Divina pulsa no fundo de todos os demais, até nos mais imperfeitos, daí que, sabendo pronunciar todas as letras, desde o A até o Z, formaríamos no espaço um corpo etéreo humano.

Se somos a encarnação do Verbo é claramente dedutível que todo nosso corpo e com ele cada órgão, não são outra coisa que o produto das Letras pronunciadas.

Se assim é no homem organização microcósmica, facilmente compreensível pode tornar-se, do mesmo modo, no Macrocosmo.

A Hoste coletiva de Criadores Divinos, os Elohim, pronunciando a Palavra Precedente, as Letras da Linguagem Mágica, criaram o mundo. Porque a Criação não foi obra imediata de Deus, mas desta cadeia de forças Elohinicas, destes maravilhosos Arquitetos instrumentos ativos da Divindade Onisciente, o Mundo veio, pois, a sua manifestação, do mesmo modo que vem o ser humano e esta compreensão nela oferece um paralelo curioso que existe entre nossos órgãos de geração embrionária e os órgãos da linguagem.

Entre o espaço e a garganta, existem vias de comunicação, são estas, uns tubos finíssimos conhecidos com o nome de trompas de eustáquio que do lado direito e esquerdo das fossas nasais, colocam o espaço aéreo em franca comunicação com o interior atravessando a faringe.

De forma idêntica, os ovários femininos se comunicam-com o útero, coincidindo, neste caso, que a vulva tem a forma de nossa boca, órgão da linguagem, e uma estranha semelhança o sexo com a glote, fonte de vibração.

Certamente, a Natureza, vale-se sempre de meios iguais para produzir efeitos iguais.

Se a Palavra ou Verbo cria, produz,  faz  nascer e esse nascimento é similar ao nascimento humano, é forçoso encontrar a semelhança entre os órgãos mediadores.

Como para dar nascimento a um ser se requer necessariamente à cópula, podemos assegurar que o processo de penetração do ar nos pulmões, é outra cópula, muito semelhante que dá origem ao nascimento da Palavra.

Paralelos  comparativos refletem a identidade de função entre o Microcosmo  e o Macrocosmo e vai trazendo Luz sobre o magno Mistério!

- Nosce Te Ipsum Si Naturam Vis Noscere.

Podemos dizer que todas as fases porque tem passado a humanidade até hoje, devem deixar sua marca na evolução fetal e durante os nove meses de gestação, passa o embrião por todas as .características de milhões de séculos de evolução planetária  como ensina a Ciência Hermética.

No entanto é para a Medicina, totalmente desconhecido o problema do desenvolvimento e evolução do Óvulo Humano durante as primeiras semanas de gestação. Em nossos Templos, nos é dado a conhecer este processo com todos seus detalhes.

Veja-se um exemplo: A ciência médica acredita, que é o embrião mesmo que se desenvolve desde seu começo, provindo posteriormente os envoltórios protetores Corion, Amnion, Alantoide e a Vesícula umbilical. Segundo nossos ensinamentos, este processo verifica-se de maneira oposta, sendo estes envoltórios os primeiros que se adiantam.

Os envoltórios citados, que previamente se antecipam à massa fetal, são as antenas que recolhem as forças cósmicas que, em lei biológica, o feto necessita, as quais operam em comunicação com os astros que influem acentuadamente sobre seu desenvolvimento.

O embrião jaz primeiro com a cabeça para baixo e atravessa então seu período vegetal, mais tarde, próximo ao nascimento, permanece meses em situação vertical. É o animal. Só ao colocar-se em pé é que ele entra no reino humano.

                                Arnold Krumm Heller — Mestre Huiracocha

1 comentários:

Luz*Beija-flor disse...

Obrigada pelo carinho e atenção...

Tradutor

Tecnologia do Blogger.

Seguir por E-mail

Seguidores